quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Na piscina

Tente imaginar então assim como seria
A vida toda dentro de uma piscina
O cloro no cabelo te deixando sem noção
Engolindo muita água e limpando o nariz com a  mão
A gente passa a musicar qualquer situação da vida
Sendo ela morte súbita ou simplesmente uma saída
Porque se for olhar de longe nada é tão ruim 
Mas se for olhar de perto, meu Deus, sai daqui!
Tem coisa que é melhor nem saber
Debaixo d'água não precisa entender
Afunda que a dúvida sai em bolhas de ar
Só se cuide para ela não sai de tal lugar
Que não convém não vem não vem que não tem
Tem coisa que ninguém precisa ver meu bem
Sai da piscina quando estiver normal
Ou finja simplesmente um andar bem natural 

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Eu volto para assistir ao jornal
Enquanto você finge que não vê e acha normal
Espero até chegar o maldito comercial
Enquanto você diz não se entreter com essas coisas e tal
Eu me dispenso na dispensa de qualquer obrigação
Espero na gaveta uma procura ou indecisão
Do que vai levar, do que vai querer
A gente confunde sempre quando tem o que escolher
Então espero passar esse mal estar
E deixo tudo que ficou fora do lugar
Espero pra ver o que vai acontecer
Sem que você possa se chatear
E tentar olhar mais vez pela janela
Contar pingos de chuva ou acender as velas
Ir no bar da esquina pra tentar esquecer você
Ou simplesmente voltar pra TV
E não ligar pensar que algo é normal
E que ficar assim é tão natural
Afinal nós não somos normais
Não passamos meramente de animais racionais