domingo, 23 de maio de 2010

Sem Mais

Sei lá,
Se tudo já não pode ser como foi,
Se já não posso mais sentir o frio,
Se o que me resta são só arrepios...
E todos aqueles que sentiram dor,
Enclausurados numa casa sem cor,
Sem saber aonde ir...
Sem mais,
Se nada mais poderá ser,
Como no filme que criei,
Enquanto esperei você...
Por trás,
De cada manta tem um fio,
De cada mãe um filho vil,
De cada rosto um vazio...
Não mais,
Poderá ter aquilo que criou,
Toda infância que penalizou,
Sentado na pedra de um cais...

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