sábado, 25 de setembro de 2010

Noite Dispersa


Sussuros de uma noite dispersa
Numa cidade que nunca dorme
Cidade que cada nascer do sol
Não indica o começo de um novo dia
Mas o final de um outro
Cidade que chora o caos nas veias
Entalados com motocicletas e veículos por todos os lados
Gente que vive
Gente que corre
Gente que morre
Numa cidade que nunca dorme
Lembranças do passado
Tornam-se estórias mal contadas
Estórias mal ouvidas
Estórias mal amadas
Na cidade que não pára
Que não respira
Mas que exala sabedoria
Exala poluição
Exala manifestação
Tudo que é capaz de completar o caos ininterrupto
Numa cidade que não interrompe sua insônia
Torna necessário o poder de desfrutar um dia calmo
Ou uma noite ao luar

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